Image
Loading
06/11/2012

Brasil questionará na OMC subsídios chineses às exportações

GENEBRA - O Brasil vai questionar na Organização Mundial do Comércio (OMC) o que suspeita ser massivos subsídios ilegais do governo chinês para seus diversos setores industriais e agricolas, prática que estaria distorcendo o comércio mundial e dando vantagens desleais para as exportações de Pequim. O governo brasileiro promete também cobrar explicações sobre uma série de barreiras à importação criada na China. Na avaliação do Brasil, há um desequilíbrio cada vez mais importante entre o que o País exporta e o que a China coloca no mercado nacional.

Amanhã, a OMC realiza sua sabatina sobre a política comercial chinesa, evento que será marcado por uma chuva de críticas contra a China. Estados Unidos e Europa prometem usar a ocasião para denunciar práticas ilegais de comércio e colocar pressão sobre Pequim. Não se trata de um contencioso. Mas a sabatina serve para que países levem à público suas insatisfações.

O Itamaraty vai à OMC com uma verdadeira artilharia, principalmente para esclarecer o tamanho da ajuda do estado a alguns setores, o que já se denomina como uma verdadeira "caixa preta" na expansão comercial chinesa. Na Europa, as autoridades de Bruxelas já acusam a China de promover uma "economia estatal de mercado", numa referência ao peso do estado dentro do setor produtivo.

Com reservas de US$ 3,2 trilhões, a China é acusada de ter financiado de forma ilegal sobre competitividade. Desde 2009, Pequim é o maior parceiro comercial do Brasil e o maior exportador do mundo. Mas pacotes generosos do estado chinês a diversas áreas e a falta de transparência em muitos dos setores fazem países em todo o mundo pressionar por uma resposta de Pequim sobre como é realizado o financiamento à produção.

O Brasil quer saber, por exemplo, como funcionam as empresas estatais no setor agrícola e gestão das quotas tarifárias por essas empresas. Segundo a OCDE, de um apoio inexistente à agricultura em 1999, o governo chinês passou a subsidiar a produção em quase 20% de seu valor em 2010. O Brasil também quer saber quanto se gasta subsidiando a compra de materiais agrícolas.

Mas é no setor industrial que estão as maiores preocupações. O Brasil cobrará explicações sobre as políticas de apoio ao setor automotivo e sobre as exigências de exportação para empresas que queiram investir na China.

O Itamaraty também quer saber os recursos alocados ao "plano de revitalização"de nove setores industriais, entre eles siderurgia, têxteis, automotivo, petroquímicos, máquinas e equipamentos, eletrônicos. O Brasil ainda cobrará esclarecimentos sobre como incentivos são dados à indústria e quais são os critérios para que empresas recebam créditos à exportação

Barreiras

O Brasil também atacará as barreiras às importações na China, com a imposição de padrões, o questionamento de procedimentos para investigação de dumping e o tempo de trânsito alfandegário. Na lista de ataques também estará uma crítica aos métodos de valoração aduaneira, as listas de importações proibidas e a demora em conceder licenças de importação.

We use only cookies and similar technologies necessary for the proper functioning of the website and in accordance with our Privacy Policy. By continuing to browse, you agree to these terms.

OK

Privacy Parameters

This website stores and/or accesses information on your device through Cookies to enhance your experience while browsing. Cookies categorized as necessary are stored in your browser as they are essential for the basic functionality of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this site. These cookies will only be stored in your browser with your consent. If you have further questions, you can visit the "Privacy Policy" on our page.

  • Necessary
    Always Enabled

    Strictly necessary cookies for the proper functioning of the website. This category includes only cookies that ensure basic tool functionalities and security features.

  • Analytics

    This website uses Google Analytics to measure content performance and improve our service.

CONFIRM