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Governo amplia redução de IPI para setor de móveis
25.11.2009

Keila Santana
Direto de Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de móveis, assim como já foi feito para a indústria automobilística e de produtos da linha branca. Além disso, o setor da construção civil teve o benefício prorrogado até maio de 2010.

Segundo Mantega, a desoneração reduzirá para zero o tributo sobre móveis de madeira, plástico, aço e ratan, que tinham alíquota entre 5% e 10%. A isenção de IPI para estes produtos é válida até o final de março de 2010 e terá um impacto de R$ 217 milhões na arrecadação.

"O setor moveleiro depende das exportações e o mercado externo tem se recuperado lentamente. É um estímulo para o custo e para o preço, para que o consumidor se anime com o 13º (salário) para trocar de mesa, cama. Espero que a redução seja transferida para o preço", afirmou Mantega, que anunciou na terça-feira a prorrogação do incentivo para carros flex até março de 2010.

De acordo com Mantega, o setor moveleiro está concentrado no sul do País. A presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul, Maristela Longhi, garantiu que a redução do IPI vai ser repassada ao consumidor.

"Estimo que essa redução será em torno de 20% no preço, vai depender do custo de cada produto. Cada empresa vai calcular o seu custo e repassar ao preço, tanto dos móveis prontos como da matéria-prima", afirmou.

Próximos passos
Segundo o ministro da Fazenda, o consumo já se recuperou a um patamar adequado e o que está faltando é estimular o investidor. "Não tem crescimento saudável se ele não for puxado pelo investimento. Se você dá perspectivas sólidas com consumo, o produtor é levado a fazer um investimento maior e com isso gera mais emprego", disse.

Mantega disse também que não há mais espaço neste ano para desonerar a folha de pagamento das empresas. "Eu gostaria de ter anunciado essa desoneração quando havia CPMF, que nós tínhamos recursos disponíveis. Aí veio a crise e não sobrou recurso. Se você desonera 5% gera um impacto de R$ 20 bilhões. É muito."

O ministrou descartou também que não há previsão de desoneração para material escolar, como foi especulado pela imprensa.

Fonte: Redação Terra

 

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